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12 mar

Conhecendo o concreto autocicatrizante e suas aplicações

Trincas e fissuras são problemas que podem surgir no concreto por diferentes motivos. Independente de qual seja ele, elas são responsáveis por consequências graves, podendo comprometer toda a estrutura. Foi com o objetivo de que o surgimento dessas patologias não fosse algo tão perigoso que soluções como o concreto autocicatrizante foram criadas.

Talvez você já tenha ouvido falar neste material mas não sabe exatamente o que ele é, como é feito e como atua. Neste texto, a Tecnomor explica tudo isso. Além disso, ainda mostramos algumas estruturas famosas em que ele foi aplicado. Continue a leitura e saiba mais!

 

O que é o concreto autocicatrizante e como ele é feito?

Em meados dos anos 2000, o International Union of Laboratories and Experts in Construction Materials, Systems and Structures (RILEM) — comitê internacional focado em soluções inovadoras para a construção civil — começou a trabalhar em um material que fosse capaz de reparar trincas e fissuras estáticas com até cerca de 0,5 mm sozinho.

Dessa forma, construções pesadas e de difícil acesso para reparos, como túneis e estações de metrô, acabam ficando mais seguras caso surja algum tipo de patologia. O material tem se popularizado cada vez mais ao redor do mundo, sendo produzido e aplicado em obras desse tipo no Brasil há pelo menos 10 anos.

Mas o que exatamente faz o concreto ser autocicatrizante? Algumas particularidades em sua composição. Adiciona-se uma quantidade a mais de minerais específicos de acordo com o tipo de cimento utilizado. Isso é o que chamamos de adição mineral suplementar. Se o cimento tem um excesso de sílica, por exemplo, como é o caso do CPIII, adiciona-se minerais à base de sílica.

É exatamente esse excesso do mineral que será o responsável por fazer a autocicatrização do concreto. Além disso, ainda há a utilização de um aditivo cristalizante. A combinação desses elementos, quando penetrada pela água, faz com que o processo de cicatrização das fissuras se inicie e acabe com o problema.

 

Onde ele pode ser aplicado?

Como citado anteriormente, o concreto autocicatrizante é ideal para construções pesadas. Utilizá-lo em qualquer obra pode não valer a pena por um simples motivo: sua produção é mais custosa que a do concreto convencional. Ele pode chegar a ser até 30% mais caro para ser produzido.

No entanto, isso não quer dizer que não há casos em que o investimento compense. O concreto autocicatrizante não é apenas mais caro; ele também é mais durável. Estima-se que ele dure 20 a 30 anos mais do que o concreto tradicional. No final das contas, o investimento acaba sendo condizente com as funções e o tempo de durabilidade.

Aqui no Brasil, algumas obras famosas que fazem parte do grupo de construções pesadas foram desenvolvidas com o uso do concreto autocicatrizante. A laje do Museu da Imagem e do Som (MIS), a cobertura do Museu de Arte do Rio (MAR) e algumas lajes de fundo de estações da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro são os exemplos mais conhecidos.

 

E você, já tinha ouvido falar no concreto autocicatrizante? Gostou de saber mais a respeito deste material? Caso queira continuar recebendo nosso conteúdo, siga a Tecnomor no Facebook e no Instagram!

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