O controle da qualidade dos materiais é um dos pilares para garantir desempenho, durabilidade e padronização na produção de concreto. Entre os parâmetros mais importantes e muitas vezes negligenciados, está o teor de material pulverulento presente nos agregados.
A seguir você vai entender o que é material pulverulento, como funciona o ensaio conforme a NBR 16973 e por que esse controle é essencial para evitar perdas e garantir um concreto mais eficiente.
O que é material pulverulento?
Material pulverulento é a fração extremamente fina presente nos agregados, composta por partículas com dimensão inferior a 0,075 mm.
Esses finos podem ter origem natural (como partículas muito finas da areia) ou resultar de processos de britagem e manuseio dos materiais.
Embora uma determinada quantidade de finos contribua para o preenchimento dos vazios na mistura, o excesso pode gerar impactos negativos no comportamento do concreto.
A NBR 16973 estabelece o método para determinação do teor de material pulverulento dos agregados.
O principal objetivo do ensaio é:
- Quantificar a presença de partículas finas;
- Avaliar a qualidade dos agregados utilizados;
- Garantir que o material esteja dentro dos limites adequados para uso;
- Evitar variações indesejadas no desempenho do concreto.
Na prática, esse controle permite maior previsibilidade no processo produtivo e maior confiabilidade nos resultados.
Como o ensaio é realizado?
O procedimento é relativamente simples e pode ser executado em laboratório ou diretamente na fábrica com apoio técnico.
De forma resumida, o agregado é submetido à lavagem com água, as partículas mais finas são separadas durante o processo e o material restante é seco e pesado. A diferença de massa indica o teor de material pulverulento que permite identificar com precisão o percentual de finos presentes no material.
Qual a relação entre material pulverulento e o desempenho do concreto?
O teor de material pulverulento influencia diretamente propriedades importantes do concreto, especialmente no estado fresco.
Um dos principais efeitos está na demanda de água da mistura. Quanto maior o teor de finos, maior tende a ser a necessidade de água para manter a trabalhabilidade.
Isso impacta diretamente a relação água/cimento — um dos parâmetros mais críticos para o desempenho do concreto. O aumento dessa relação pode reduzir a resistência e aumentar a porosidade do material
Além disso, o excesso de finos pode:
- Aumentar a demanda de água;
- Comprometer a estabilidade da mistura;
- Aumentar o risco de segregação em determinadas condições.
Principais problemas causados pelo excesso de material pulverulento
Na prática, a falta de controle desse parâmetro pode gerar diversos desafios na produção:
1. Perda de trabalhabilidade: À mistura pode se tornar mais difícil de adensar e lançar, comprometendo a eficiência do processo.
2. Aumento do consumo de água: Para compensar a perda de fluidez, muitas vezes ocorre adição de água, o que prejudica o desempenho mecânico.
3. Falhas no acabamento: Superfícies irregulares, porosas ou com baixa qualidade estética são sinais comuns.
4. Variabilidade entre lotes: A inconsistência na quantidade de finos gera falta de padronização na produção.
5. Redução da durabilidade: Maior porosidade e permeabilidade aumentam o risco de deterioração ao longo do tempo.
Sinais de alerta na produção
Alguns indícios, como a perda rápida de slump, a segregação da mistura e baixa coesão, podem indicar que o teor de material pulverulento está fora do ideal.
O controle do material pulverulento deve ser parte da rotina de qualidade na produção de concreto. As principais ações incluem:
- Monitoramento frequente dos agregados;
- Ajustes no traço conforme os resultados obtidos;
- Controle da relação água/cimento;
- Padronização dos materiais utilizados.
Além disso, o uso de aditivos é uma solução técnica importante para melhorar o comportamento da mistura.
Os aditivos atuam na dispersão das partículas e na melhoria da homogeneidade, contribuindo para um concreto mais estável e com melhor desempenho. A Linha Tecnos, com aditivos superplastificantes de alta eficiência, proporciona:
- Redução da água de amassamento;
- Aumento da fluidez;
- Melhor coesão da mistura;
- Redução da permeabilidade;
- Ganho de resistência mecânica.
Além das soluções químicas a Tecnomor oferece suporte técnico especializado para controle e otimização da produção de concreto.
Com o auxílio do nosso time, é possível realizar ensaios diretamente na fábrica obtendo resultados rápidos e confiáveis para identificar desvios no processo em tempo real para assim, tomar decisões mais assertivas.
Ou seja, ao manter esse parâmetro sob controle, a produção ganha mais previsibilidade no processo. Mais do que atender a uma norma, trata-se de um controle estratégico para reduzir variabilidade, evitar problemas operacionais e aumentar a eficiência da produção.
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