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7 jun

História do cimento: dos primórdios à atualidade

Não é exagero dizer que nossas vidas seriam completamente diferentes sem a existência do cimento Portland. Basta olhar ao redor; praticamente todas as obras que nos cercam foram feitas tendo-o como base. Mas você já parou para pensar na história do cimento? Em como construções eram erguidas antes da sua invenção?

Neste texto, a Tecnomor traz esta história para você. Vamos contar desde os primórdios — quando materiais alternativos similares ao cimento que conhecemos hoje eram utilizados —, mostrar quando e como o cimento Portland surgiu e, por fim, ainda falar um pouco sobre a história do cimento no Brasil.

Para entender mais a respeito do histórico do segundo material mais consumido no mundo, continue a leitura abaixo!

 

Primórdios: o que veio antes do cimento que conhecemos

Os primórdios da história do cimento começam há quase 5 mil anos, especialmente com os famosos e grandiosos monumentos do Antigo Egito. O principal material usado se tratava de uma liga constituída por uma mistura de gesso calcinado. Este é o formato mais primitivo do cimento de que se tem notícia.

Anos depois, na época dos grandes impérios gregos e romanos, obras como o Coliseu e o Panteão empregaram solo de origem vulcânica de Santorino, uma ilha localizada na Grécia, assim como da cidade de Pozzuoli, na Itália. Por endurecer com a ação da água, este solo tinha propriedades similares ao cimento que viria a ser desenvolvido séculos depois.

A história do cimento que veio a se tornar o que utilizamos hoje, por outro lado, começou bem depois. Foi John Smeaton, engenheiro inglês comumente chamado de “o pai da engenharia civil” que, em 1756, criou um produto altamente resistente através da calcinação de calcários moles e argilosos.

É seguro dizer que este foi o primeiro passo na criação do cimento moderno.

 

Origem do cimento Portland

Já o cimento Portland, por sua vez, veio no século seguinte. No ano de 1824, o também inglês Joseph Aspdin patenteou uma mistura composta por pedras calcárias e argila queimadas, o que dava origem a um pó fino que, depois de ser misturado com água e secar, se transformava em um material tão resistente quanto o que era usado nas construções da época.

Esta patente levou o nome de cimento Portland, o primeiro daquele que usamos até hoje. Para quem não sabe, o nome vem de um local. Tanto a cor quanto a durabilidade do material eram parecidas com as observadas nas rochas da ilha inglesa de Portland, homenageada no nome do cimento.

 

História do cimento no Brasil

Depois da invenção do produto na Europa, várias pequenas fábricas brasileiras tentaram produzi-lo por aqui no final do século 18 e início do século 19. No entanto, o baixo volume de produção fez com que praticamente todas as tentativas fracassassem após alguns anos. Era impossível, para elas, competir com o cimento importado.

Até que, em 1924, a Companhia Brasileira de Cimento Portland implantou sua própria fábrica em São Paulo. Dois anos depois, em 1926, as primeiras toneladas produzidas foram colocadas no mercado — livrando construtoras brasileiras da dependência do cimento importado.

Com o passar do tempo, dezenas de outras fábricas foram surgindo por todo o país, até o ponto em que o cimento brasileiro começou a superar o material importado. Atualmente, a importação praticamente não existe mais.

 

E você, já conhecia a história do cimento? O que achou dessas informações? Se tiver gostado do texto e queira continuar aprendendo, saiba que a Tecnomor está sempre postando conteúdo nas redes sociais. Para acompanhar tudo que produzimos, é só nos seguir no Facebook e no Instagram!

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