Ensaio da Caixa L: como avaliar a passabilidade do concreto autoadensável

Gemini_Generated_Image_vdzouwvdzouwvdzo

O ensaio da caixa L,  normatizado pela ABNT NBR 15823, tem como objetivo avaliar simultaneamente duas propriedades essenciais do concreto autoadensável  (CAA):

  • A fluidez, que é a capacidade do concreto de fluir sem ajuda externa;
  • A passabilidade, que é a habilidade de passar por obstáculos, como as armaduras de uma estrutura, sem segregar e sem deixar o agregado graúdo retido.

Devido às suas características e exigências, recomenda-se que o ensaio seja realizado em laboratório, pois apesar do transporte até o campo ser possível, exige cuidados. 

Passo a passo do ensaio:

1. Entenda como funciona o equipamento

A Caixa L é um dispositivo em formato de “L” composto por:

  • Câmara vertical – onde o concreto fresco é depositado;
  • Comporta (portão deslizante) – quando aberto, libera o fluxo do material;
  • Grade de barras de aço – simula a armadura real da estrutura. O modelo mais comum utiliza 3 barras de 12,5 mm, espaçadas em 40 mm entre si;
  • Câmara horizontal – onde o concreto flui livremente após passar pela grade.

2.  Preparação

Posicione a Caixa L em solo firme e nivelado. O equipamento deve ser de material não absorvente e com baixo atrito. Teste a comporta antes de preencher, garantindo que ela abra suavemente.

3.  Preenchimento da câmara vertical

Preencha a câmara vertical com o concreto fresco, sem qualquer adensamento ou vibração, o  CAA deve se acomodar por conta própria. Aguarde 60 segundos para a estabilização da mistura.

4.   Abertura da comporta

Abra a comporta e observe o concreto fluir livremente para a câmara horizontal, passando pela grade de barras de aço.

Durante esse processo, observe:  se o agregado graúdo ficar retido na grade enquanto a argamassa escoa, há indício de segregação, o que exige ajustes na dosagem de aditivos.

5.    Medição de H1 e H2

Após a acomodação completa do material, faça as medições:

  • H1 — altura do concreto imediatamente após a grade (próximo à câmara vertical).
  • H2 — altura do concreto ao final da câmara horizontal.

6.     Cálculo do índice de passabilidade (HP)

O resultado do ensaio é expresso pelo índice HP:

HP = H2 / H1

Quanto mais próximo de 1,00, mais nivelada terminou a superfície e melhor foi o desempenho da mistura. O valor mínimo aceitável, de acordo com a ABNT NBR 15823, é HP ≥ 0,80.

Interpretando os resultados

A norma classifica o CAA em duas classes de habilidade passante:

ClasseCondição
VF 1HP ≥ 0,80, com duas barras de aço
VF 2HP ≥ 0,80, com três barras de aço

Quanto mais fluida e homogênea estiver a mistura, mais nivelada terminará a superfície da câmara horizontal, e mais próximo de 1 será o valor de HP.

Se o valor ficar abaixo de 0,80, é necessário revisar a dosagem:

  • Verificar teor de aditivo superplastificante;
  • Avaliar proporção de finos;
  • Revisar relação água/cimento;
  • Analisar granulometria dos agregados.

Por que esse ensaio é tão importante?

O CAA é projetado para preencher formas complexas, com armações densas, sem necessidade de vibração. Se o concreto não tiver a passabilidade adequada, podem ocorrer:

  • Segregação: separação do agregado graúdo da pasta de cimento;
  • Perda de resistência e durabilidade da peça acabada.

O ensaio da Caixa L atua como uma ferramenta preventiva de controle. Identificar problemas no laboratório antes da produção evita retrabalho, desperdício e riscos estruturais. E permite ao produtor ajustar a dosagem de aditivos com segurança e embasamento técnico antes de chegar ao lançamento

E quando o resultado pede ajuste, a escolha do aditivo faz toda a diferença.

Os aditivos superplastificantes da Linha Tecnos foram desenvolvidos para atender às exigências do CAA exige: fluidez controlada, coesão preservada e passabilidade real nas condições de obra. Com a formulação certa, o índice HP sobe, e a previsibilidade no lançamento também.Conheça a  Linha Tecnos e encontre o superplastificante ideal para a sua mistura.

plugins premium WordPress