Processo de hidratação do cimento: o que é e particularidades

processo de hidratação do cimento

A hidratação do cimento é uma das etapas mais importantes para o desenvolvimento da resistência e da durabilidade do concreto. Esse processo resulta das reações químicas entre o cimento e a água , formando compostos responsáveis pela resistência do material ao longo do tempo.

Entretanto, fatores como temperatura, cura e controle da umidade podem influenciar diretamente essas reações. Neste artigo, você entenderá como ocorre a hidratação do cimento e quais cuidados são necessários para garantir o desempenho esperado.

O que é o processo de hidratação do cimento?

A hidratação do cimento corresponde ao conjunto de reações químicas que ocorre quando o cimento entra em contato com a água. Durante esse processo, formam-se compostos que promovem o endurecimento da pasta cimentícia e permitem o desenvolvimento gradual da resistência do concreto.

Essas reações acontecem desde os primeiros minutos após a mistura e continuam por longos períodos, desde que existam condições adequadas de umidade e temperatura.

Quais fatores influenciam a hidratação?

Cura

A cura é uma das etapas mais importantes para que a hidratação do cimento ocorra de forma adequada. Seu principal objetivo é evitar a perda prematura de água da mistura, mantendo condições favoráveis para que as reações de hidratação continuem ao longo do tempo.

Quando realizada corretamente, a cura contribui para o desenvolvimento da resistência mecânica, reduz a retração e a ocorrência de fissuras, além de favorecer a durabilidade e a qualidade final do concreto.

A cura pode ser realizada por diferentes métodos, como a cura úmida e a cura química. Nesta última, são utilizados agentes de cura que formam uma película sobre a superfície do concreto, reduzindo a evaporação da água e favorecendo a continuidade da hidratação. Para esse tipo de aplicação, a Tecnomor oferece o Tecnos Cure PE, um agente de cura química desenvolvido para auxiliar na retenção da umidade e contribuir para o desenvolvimento adequado das propriedades do concreto.

Por outro lado, uma cura inadequada pode interromper precocemente o processo de hidratação, comprometendo o desempenho do material e aumentando a probabilidade de manifestações patológicas.

Temperaturas elevadas

Quando o ambiente em que a concretagem será feita está com temperaturas extremas, há maior dificuldade do concreto em perder o calor de hidratação formado para o meio. Assim, se a temperatura da mistura atinge valores muito altos, acima de 65ºC, pode favorecer manifestações patológicas, como retração plástica, fissuração superficial e, em determinadas condições, a formação de etringita tardia.

E para evitar que isso ocorra, é necessário adotar medidas que auxiliem no controle da temperatura do concreto, como o uso de gelo em substituição da parte da água de amassamento e o controle da temperatura dos agregados a serem utilizados na mistura.

Além disso, é comum um ajuste no processo de concretagem, a fim de que o pico de temperatura do concreto ocorra em horários onde a temperatura ambiente é mais amena, como durante a noite.

Temperaturas baixas

Em temperaturas reduzidas, as reações de hidratação tornam-se mais lentas, retardando o ganho de resistência inicial. Dependendo das condições de produção, podem ser empregados aditivos aceleradores de pega ou de endurecimento para minimizar os efeitos das baixas temperaturas e favorecer o desenvolvimento inicial das propriedades do concreto.

Para essas aplicações, a Tecnomor oferece aditivos aceleradores de pega e aceleradores de endurecimento, desenvolvidos para auxiliar o controle do processo em diferentes condições de temperatura e necessidades de produção.

O aditivo acelerador é recomendado para dias em que a temperatura está abaixo de 15°C, onde já é possível verificar interferência na temperatura na hidratação do cimento. Abaixo de 10°C, pode ocorrer, inclusive, a paralisação do início da pega. 

Este tipo de aditivo age quimicamente, compensando o efeito causado pela baixa temperatura. Recomenda-se também que, associado ao uso do acelerador, os fabricantes adotem o uso de estufas durante o período de cura inicial do concreto.

Quer entender qual solução é mais adequada para o seu processo produtivo? Acompanhe a Tecnomor no Instagram e no LinkedIn para acessar conteúdos técnicos sobre a indústria do concreto. Se deseja saber mais sobre nossa linha de aditivos para controle da hidratação, entre em contato com o nosso time.

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