A recorrência do uso do concreto na construção é um fato inegável. Basta observar diversas construções ao nosso redor para constatar a presença do material. E isso não é sem motivo não: o concreto é o material mais utilizado em obras há um bom tempo.

Para te mostrar por que isso acontece e por quais motivos o concreto na construção é tão difícil de ser substituído, a Tecnomor preparou este texto. Mas, antes de explicarmos essas razões, vamos também contar um pouco da história do concreto até que ele se tornasse a potência que é hoje.

Confira! 

 

Um breve histórico do concreto na construção

O primeiro registro histórico do concreto como conhecemos e utilizamos até os dias de hoje é do século XVIII, mais especificamente no ano de 1756. Foi neste ano que o engenheiro John Smeaton misturou agregado graúdo e cimento pela primeira vez. 

A evolução seguiu e poucas décadas depois ele foi o responsável pela construção do primeiro edifício com o uso de cimento hidráulico. Outro fato relevante que não pode deixar de ser citado em um histórico sobre o concreto na construção é o surgimento do cimento Portland, hoje um material indispensável. Ele foi criado em 1824 pelo inglês Joseph Aspdin.

Contudo, ainda que esses acontecimentos tenham ocorrido há cerca de 200 anos, as origens do concreto datam de tempos bem mais remotos. Alguns relatos mostram que os romanos, há mais de 2000 anos, já fabricavam seu próprio concreto, com uma mistura de cascalho, areia grossa, cal quente e água. Com o material resultante desta combinação, eles ficaram conhecidos por construírem cerca de 8,5 mil quilômetros de estradas.

Atualmente, os números continuam surpreendendo. Para se ter uma ideia, o concreto é o segundo material mais consumido na economia mundial, estando atrás apenas da água.

 

Mas, afinal, por que o concreto na construção é insubstituível?

Basicamente, porque ele é o melhor no que faz, sendo capaz de se adaptar a praticamente qualquer formato e sendo tão resistente quanto a rocha (tudo graças ao cimento) – além de ser a solução mais barata.

Quando está em seu estado líquido, essa mistura de cimento, agregados e água pode ser moldada quase que ilimitadamente, dependendo somente da fôrma utilizada. É por tal razão que podemos ver no mercado, além do uso nas estruturas das edificações, diversos materiais de concreto, incluindo os blocos, pavers (entre outros pavimentos), telhas, itens de decoração e tantos outros.

Já no estado sólido, como já citamos, a resistência bate de frente com a das rochas. O desenvolvimento do concreto protendido, auto-adensável e concreto com fibras são exemplos que têm permitido resistências ainda maiores que a do concreto convencional.

Por fim, o concreto é barato porque as matérias-primas do cimento Portland — componente principal do material — estão presentes em quantidades consideráveis em diversos lugares do planeta, facilitando a fabricação do cimento.

Outro dado também comprova a “dependência” que temos do concreto. Acompanhando o crescimento populacional mundial que ocorreu desde o início dos anos 2000, a produção de cimento seguiu o mesmo caminho. Em 2002, fabricou-se 1,8 bilhão de toneladas. Dois anos atrás, este número já era mais que o dobro: 4,1 bilhões de toneladas.

 

Entendeu melhor por que o concreto é tão relevante? Se você quer continuar recebendo este tipo de conteúdo e saber mais sobre este universo, siga a Tecnomor no Facebook e no Instagram!